domingo, 5 de dezembro de 2010

Deu no blog do Crato

"LAPINHAS VIVAS"


"O sagrado na simplicidade de um povo plural

                              Lapinha de Mãe Celina (Crato-CE-Brasil) - Foto de Antonio Vicelmo


A influência ancestral dos três principais mundos formadores da alma brasileira permanece pulsante na vida do sertanejo simples, cuja religiosidade se manifesta à flor de seus atos e ditos. E é na efervescência dessa estética universal que nascem e se fortalecem as tradições culturais populares; em nosso caso, resultantes do caldeamento cultural havido entre os indígenas donos da terra, os brancos ibéricos invasores e os negros de várias nações para cá trazidos como escravos.

A Lapinha assume, neste contexto, uma espécie de demonstração da prevalência do cristianismo sobre as crenças e religiões dos outros povos. Entretanto não escapa à aculturação decorrente dessa convivência, sabida por nós nada pacífica ou cordial. J. de Figueiredo Filho, em seu O Folclore no Cariri (1960: p. 32) nos afirma que à Lapinha, “de procedência lusitana, foi acrescentada muita cousa de fonte indígena ou africana, como os caboclos, a canção da formosa tapuia, ou temas inteiramente abrasileirados.” Na mesma obra (pp. 33-39), ilustra seu caráter multicultural verificando a presença do anjo, índios, do sol, da lua, baianas, beija-flor, pastores, vaqueiros... além dos três Reis Magos".

E eu digo uma coisa: na cidade grande, a gente só encontra essas lapinhas se procurar nos bairros afastados, ou então, em alguma encenação na Praça do Ferreira, daí eu pergunto, transformam a cidade não só no trânsito, na arquitetura, mas, principalmente nas tradições, onde andam as lapinhas em Fortaleza???
OOOOO saudade do Cratinho de Açucar!
Deus queira que eu volte!
Eu quero fotografar a Lapinha viva, os festejos, as pessoas, as praças, as feiras, a vida lá no KAriri!

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