sábado, 20 de outubro de 2012

Andando por aí

Workshop de Turismo(Foto de Célia Augusta)
Tenho passado muito tempo sem escrever...estou preocupada com isso, afinal, gosto muito de escrever aqui. Mas, estes dias sem aqui passar, fiz muitas coisas, viajei com alunos, trabalhamos um workshop, viajei para ver minha princesinha Maria Clara, e, desse modo, acabei sem me dedicar ao blog. Desculpas a todos!
Sinto que não tenho tido muitos visitantes, mas, no mês passado, aqui passaram quase 700 visitas. Meu ou minha visitante da Russia, continua de vez em quando me visitando, mas, muitos dos EUA, Portugal, Brasil e Argentina. Muito bem, agradeço a todos que aqui passam para darem uma lida, ou, mesmo saber de mim!
Visita à quixadá com o 2º Turismo(Foto de Célia Augusta)

Mas, hoje é dia do Poeta, era preciso postar algo. Meu poetinha adorado Vinícios dizia que , "A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros na vida". Pois é, eu já andei por aí tentando encontrar alguém, mas, acabei desencontrando, mas, não deixei de ser feliz..."meu tempo é quando"... Assim vou caminhando e vivendo os momentos. Poeta é assim, perdidamente! Assim escreveu, Florbela Espanca:"Há uma primavera em cada vida: é preciso cantá-la assim florida, pois se Deus nos deu voz, foi para cantar! E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada que seja a minha noite uma alvorada, que me saiba perder...para me encontrar"...
Salve o Poeta, salve a Poesia!
Um bom fim de sábado para todos, e, um ótimo domingo também!
Outubro Rosa em Brasília-Ponte JK(Foto de Célia Augusta)



quinta-feira, 27 de setembro de 2012

DIA MUNDIAL DO TURISMO e DIA DO TURISMÓLOGO

Salve, salve meus caros amigos turismólogos!
Hoje é dia de comemorar a  nossa profissão!
Desejo a todos que fazem parte deste universo, que abraçaram de corpo e alma esta carreira, felicidades e muita sorte!
Precisamos de mais respeito, e, acima de tudo, a regulamentação de nossa profissão.
Quando eu comecei no turismo, tinha apenas 19 anos, e, jamais imaginei que eu faria outra coisa! Meus pais estranhavam, "turismóloga?" perguntavam sem entender o significado desta profissão... muitos de meus parentes também não sabiam o significado. E o tempo, passou e fortaleceu mais ainda meus conhecimentos, minha dedicação, minha satisfação e meu orgulho de ser turismóloga. E, agora os parentes, amigos já entendem mais o que é ser turismóloga, e reconhecem que quem trabalham em turismo não é apenas viajar, mas, pesquisar, produzir, criar e executar produtos e projetos turísticos e que compreende o quanto o turismo é uma cultura de paz e de aproximação das culturas.
Salve nós!!! Salve o Turismo!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Aula em Campo

Pausa para foto,a caminho do Açude Cedro(CA)

Balzan (1987, p.115) postula que, desde que se almeje de fato desenvolver inteiramente os traços individuais dos alunos, os estudos do meio (aulas em campo ou do meio) passam a compor uma atividade deextraordinária seriedade para a vida educacional do seres humanos. Costa, Ferreira e Santos (2008) defendem que a melhor forma de compreensão do meio é realizada nos estudos de campo ou estudos do meio, que nada mais é do que o contato direito dos alunos com o espaço de visitação, gerando experiências culturais, sociais e econômicas, o que é semelhante na atividade turística.
Alunos admiram a barragem do Açude do Cedro(CA)
O projeto Quixadá surgiu em sala de aula por sugestão dos alunos do segundo ano do Curso de Turismo da EEEP Paulo Petrola, na disciplina de Geografia do Turismo. Na perspectiva do aprendizado e do estudo do meio,pois, compreende-se que a geografia é o estudo do espaço e suas relações, ela interliga elementos ambientais, sociais, culturais, naturais dentre outros, por isto a importância dos alunos poderem vivenciar o atrativo Quixadá, um dos mais interessantes roteiros que existem no Ceará.
Os estudos de campo ou do meio exigem de seus organizadores o conhecimento teórico do meio visitado para que ele possa planejar a “aula de campo”. Logo se necessita que este tipo de aula possa absorver componentes de entretenimento dinâmicos que envolvam a interdisciplinaridade.A grande vantagem do turismo educacional ou pedagógico é que o aprendizado é espontâneo e acontece em locais, geralmente, mais descontraído do que uma sala de aula convencional e sem a preocupação de atingir conteúdos determinados por ementas nem cargas horárias. Acredita-se que quanto maior for o número e a qualidade das relações obtidas nesse tipo de viagem, melhor será a aprendizagem.
Alunos no Morro do Tucum(CA)


Aula em Campo em Quixadá



Nossa aula em campo, foi no início de setembro, e, faz parte do currículo da disciplina Geografia do Ceará com a turma do 2º e Guia de Turismo. Para você caro leitor saber um pouco mais sobre este destino turístico, vou expor algumas informações.

Conhecendo um pouco sobre a origem do município de Quixadá: 
A colonização da área compreendida atualmente pelo município de Quixadá efetuou-se através da penetração do rio Jaguaribe, seguindo seu afluente o rio Banabuiú e depois o rio Sitiá. O objetivo foi a conquista de novas terras para a criação extensiva do gado. Os índios Canindés e Genipapos, pertences ao grupo dos Tararíus, habitantes da região, resistiram à invasão portuguesa no início do século XVII. A hostilidade indígena só foi vencida em 1705, quando Manoel Gomes de Oliveira e André Moreira Barros ocuparam as terras quixadaenses.  
Em 1641, Manoel da Silva Lima, alegando ter descoberto dois olhos d’água, obteve uma sesmaria. Essas terras, inicialmente de Carlos Azevedo, eram o "Sítio Quixadá" adquirido por compra conforme escritura de 18 de dezembro de 1728. Esta escritura é o primeiro documento público que aparece o nome Quixadá na sua atual forma gráfica. O Sítio foi vendido, a José de Barros Ferreira em 1747. Oito anos depois José de Barros, construiu casas de morada, capela e curral, lançando assim as bases da atual cidade de Quixadá. José de Barros é considerado o legítimo fundador da cidade. A fazenda prosperou e se transformou em distrito do município de Quixeramobim.
LOCALIZAÇÃO:
Quixadá localiza-se no sertão central do Ceará. Fica cerca de 172 km de Fortaleza. A maior parte do território faz parte das depressões sertanejas com maciços residuais, como a Serra do Estevão. A geografia rica em  inselbergs, ou monólitos (formações rochosas isoladas na paisagem), que dominam boa parte da área do município, dos quais o mais famoso é a "Pedra da Galinha Choca", que tem este nome por conta do curioso formato.

Quixadá é um dos centros comerciais mais expressivos do Ceará, para onde afluem as comunidades das cidades vizinhas. A maior fonte de empregabilidade é a administração pública, com mais de 2 mil funcionários. As principais atividades econômicas estão relacionadas à prestação de serviços e ao comércio. Em seguida vem a avicultura e a ovinocaprinocultura

TOPONÌMIA: 
Alunos em uma escalada em frente à EEEP de Quixadá
Apenas uma definição é consenso quanto à origem do nome Quixadá. É uma palavra derivada de alguma das línguas indígenas faladas no território cearense antes do descobrimento. Exceto isto, há grandes controvérsias. Em alguns documentos antigos figura como QueixadáQuixedáQuixedæ e Quixadæ. ParaPaulino Nogueira, em seu livro Vocabulário Indígena em Uso na Província do Ceará (1887), presume que o nome vem da tribo Tapuia dos Quixaras, também conhecida com Quixadás. Segundo Carl von Martius, é derivada de Quixeurá, que significa "Oh! Eu sou o Senhor, Qui = oh, Xé = eu e Uará = senhor, tendo-se corrompido em Quixadá.
Para Teodoro Sampaio, em seu livro O Tupi na Geografia Nacional, disse que a palavra pertence a língua cariri e que, por não haver qualquer registros, não é possível afirmar significado exato. Thomaz Pompeu Sobrinho atribuiu, em princípio, a esse topônimo a origem tupi como Quichaitá, com a seguinte interpretação: Qui = ponta, Chai = gancho ou torcida e Ita = pedra, donde se conclui: pedra da ponta encurvada ou torcida. Essa interpretação estão relacionadas à paisagem quixadaense onde existem pedras singulares como por exemplo, a "Galinha Choca", conhecida anteriormente como "Bico de Arara", além disso, segundo o autor, também pode ser a corruptela da palavra queixada ou quintal de rocha. Eusébio de Sousa também diz ser o vocábulo de origem tupi-guarani que significa pedra da ponta curvada. Os antigos habitantes falavam em Curral de Pedra, haja vista a localização da cidade que de fato, está cercada de pedras.
Visita ao Museu Histórico de Quixadá(Foto de CA)



Minha ausência

Estive por esses meses fora do Ducado, e, confesso que senti saudades...mas, espero também que meus seguidores tenham sentido também. Mas, muitas coisas aconteceram nesses 3 meses, e, a mais importante, foi que o meu Ducado está mais rico, temos uma princesa!: Maria Clara, querida neta, nasceu saudável, linda e veio para enriquecer a todos nós de alegria. e amor.
Agora na Escola EEP Paulo Petrola estou com mais duas turmas, trata-se da turma de turismo e de eventos.
São as turmas dos primeiros anos. Grupos interessantes e curiosos que iniciam-se na profissionalização. Espero que tudo dê certo.
Na turma do segundo ano, estivemos recentemente a fazer uma aula em  Quixadá...
Muito interessante!
Depois mostrarei as fotos e falarei sobre o destino Quixadá.


domingo, 24 de junho de 2012

Pegando o gancho de Lya Luft

Estação Ferroviária de Teresina-PI
O passado, hoje, traz-me de volta às ruas da nossa Teresina-PI, onde certa feita fui à feira com meu Tio Joãzinho; e, conheci o "chá de burro". Caminhei ao longo das barracas, enquanto ele ia me orientando sobre os produtos de minha terra, que naquele momento eu estava conhecendo, afinal saí de lá muito novinha e conhecia apenas o que havia no local que eu vivia no Rio de Janeiro-RJ, lá no sudeste do nosso Brasilzinhozão.
Creio que foi daí que começou minha paixão por feiras, será?Mas, agora pensando nos momentos que vivi e curti ao lado de meu Tio Guardião João Lopes, penso que a maturidade aumentou ainda mais o prazer de escrever as memórias desse Ducado.
                 Cruzamento das Av Frei Serafim com a Rua Coelho de Rezende
 à esquerda  vai-se ao bairro da Piçarra
Mas, o leitor deve está curioso sobre o que venha a ser "chá de burro". Explico:
Foto do blog Viva o Nordeste
De acordo com meu Tio Joãzinho, ele também é conhecido como munguzá ou mingau maranhense. Mas, uma coisa que achei interessante na Feira da Piçarra, onde provei pela primeira vez essa delícia, é que era servida em copos de vidro, como os de bar, porém maiores. Não sei , hoje, mas, tinha uma polvilhada de canela por cima, e, depois era se fartar...delícia! Lembranças e vivências que tenho que aqui postar; os sabores de minha vida. O meu caro Barão de Gourmandise, com certeza poderá explicar mais sobre esta guloseima, afinal ele é o the best em gastronomia; mesmo assim, segue a receita que aprendi lá pelas bandas da Feira da Piçarra, em Teresina-Pi. 
Ingredientes:
250 g de milho branco para canjica
1 lt de leite
1 1/2 xíc de chá de açúcar
1 xíc de chá de coco fresco ralado
Canela em pó ou em pau, a gosto
Modo de Preparo:
Deixe o milho de molho na água, no mínimo de 3h, ou deixe por uma noite. Leve ao fogo em uma panela de pressão, por uns 30 min; lembrando que deve sair a pressão naturalmente, nada de por a panela embaixo d'água!
Se o milho estiver macio, junto o leite, o açúcar, cozinhando mais uns 30 min, desta vez com a panela sem a pressão. Sirva quente, morno ou gelada. Desejando polvilhe com canela em pó, ou coloque em pau durante o segundo cozimento.
A receita básica é esta, tem gente que põe até amendoim, entre outras coisas, mas, das que pesquisei ao vivo, e, na internet também, esta é para mim a que mais se assemelha à da Feira da Piçarra.
Pois bem, caros leitores, cá nos meus domínios, guardo sempre uma boa experiência que me faz transformar em realidade,alguns sabores em meio aos saberes dos meu queridos familiares. Parafraseando Lya Luft, aquilo que é belo não se perde.
Uma boa semana para vocês!

Uma frase para reflexão


Lembro-me do passado, não com melancolia ou saudade, mas com a sabedoria da maturidade que me faz projetar no presente aquilo que, sendo belo, não se perdeu.
Lya Luft

sábado, 23 de junho de 2012

Uma prece pelo meu Tio querido


Escrever é para mim uma das melhores ações que pratico. Descobri muito nova, que eu tinha essa vocação. Sou apenas uma amadora, mas, existem momentos que para mim, são tão importantes que não posso deixar de dedicar alguns parágrafos para as pessoas queridas da Família. O Ducado Tipi hoje está de luto, o mais importante membro dos Pereira Lopes, nos deixou. O guardião dos segredos, dos mistérios e da história desta família se foi. Reverencio meu querido Tio João Pereira Lopes (Tio Joãozinho), e, rogo aos anjos de Luz, que o protejam e o guardem nessa nova dimensão.
Alguns parágrafos não serão suficientes para homenagear o Tio Joãozinho, mas, neste espaço multifacetado quero render minhas homenagens ao cidadão, ao ser político, ao esposo, ao pai, ao grande irmão, ao tio, ao guardião e ao amigo querido.
Em certas ocasiões, segredou-me fatos vivenciados, esclarecendo-me, saciando minhas curiosidades de pesquisadora sobre a família. E me reservou horas de papo, à calçada em um entardecer, alimentando os pássaros em frente à sua casa, em Teresina. Semana passada, reiterou sua alegria ao falar comigo ao telefone, como sempre fez: Oi, minha querida, estou indo como Deus quer! É, meu querido Tio, Deus o quis de volta, só posso agradecer pelo privilégio de ser sua sobrinha, e continuarei sendo sua fiel admiradora, e, aqui deixo esta Prece, com muito amor e gratidão. Obrigada pela sua brilhante existência meu Tio Joãozinho.
Senhor Pai
Receba meu tio querido com alegria e dai a todos que aqui ficam, o consolo, e, nos permita guardar em nossas memórias as doces e eternas lembranças. Os erros todos nós comentemos, mas, vós hás de entender e perdoar suas faltas. Que ele receba de vós o amor, o acolhimento e a ressureição.
Assim seja